Bebel Abreu, curadora e fã

Ele tem a capacidade de observar o que acontece ao seu redor e com delicadeza e elegância transformar as situações de seu dia-a-dia em fantasia e arte. Liniers faz arte para as massas. Para ser lida na tirinha diária ou nas crônicas em quadrinhos que publica toda semana: as cosas que te pasan si estás vivo. Ele é um fenômeno em seu país: seus desenhos são reproduzidos à exaustão: ilustram muito além de livros, vão de camisetas a canecas, passando por cadernos e cartões postais. Mas de repente, eis que ele bagunça tudo e desenha à mão cada uma das 5 mil capas de Macanudo #6, livro de estreia de sua Editorial Común, de um modo diferente. Regra para que?

A impressão que se tem é que Liniers pode tudo: com sua estética da bondade, enche de alegria e otimismo as pessoas que passam os olhos pelos seus personagens. Mas deixa a gente com cara de bobo com suas piadas suspensas, sem final. Não se engane: há também muita ironia! Como disse uma vez o cultuado quadrinista Roberto Fontanarossa: “Tudo parece um pouco ingênuo. Mas cuidado, desprevenido viajante! É a ilusória ingenuidade de um leão cercando uma gazela”.

Personagens como os pingüins e os duendes, a menina Enriqueta, seu urso Madariaga e o gato Fellini, Olga e tantos outros estão na retina dos adultos, crianças e velhinhos que leem suas histórias e que através delas entram pouco a pouco no universo terno e singular desse artista incrível. O músico argentino Andrés Calamaro, na apresentação de Macanudo #5, diz que "Liniers é um flautista de Hamelin e atrás dele marcham seus personagens, seus leitores (nós) e ele mesmo!". Eu vou junto! E você?

Um dos mais destacados quadrinistas da nova geração apresenta seu processo criativo

Local: Auditório
Data: 12/02/14, às 19h

O multiartista Rafael Coutinho faz quadrinhos (depois do sucesso de Cachalote, atualmente trabalha em seu Mensur), publica em revistas como a Piauí e a São Paulo, é dono da Narval, editora que publica trabalhos de outros quadrinistas e faz projetos em colaboração com artistas como Rafael Sica (1000 Quadros) e os coletivos Samba e Ilustrativa (Cubos).

Em sua palestra ele fala como dá conta dessas (e tantas outras) empreitadas e ainda tem tempo pra dar aulas com o pai, Laerte, e cuidar do pequenino Valente, seu filho de um ano.

Como Participar:

Vagas limitadas. Retire seu ingresso na portaria do Museu Nacional dos Correios uma hora antes do evento.

Um delicado retrato do artista a partir das lentes de Franca González, que o acompanhou no Canadá e na Argentina.

Local: Auditório
Data: 15/02/14, das 18 às 20h

O documentário de 80 minutos de duração mostra a convivência de Liniers e Franca durante os dois meses que dividiram um apartamento em Montreal, por conta de uma bolsa de estudos. No retorno a Buenos Aires veio a ideia de registrar o cotidiano do quadrinista argentino, o que lhe inspira e o faz criar seus personagens e histórias. Importante: o filme está em espanhol e não tem legendas em português.

Como Participar:

Vagas limitadas. Retire seu ingresso na portaria do Museu Nacional dos Correios uma hora antes do evento.